Hoje, é este clássico dos The Byrds que tem o privilégio de conhecer a agulha que não se cansa. Disco que por mim esperava numa das mais alternativas lojas de discos de vinil de Lisboa, a Discolecção, na Calçada do Duque.

Loja carregadinha de discos em segunda mão e tenho encontrado por lá “peças” raras que só tinha tido o gosto de ver na maior feira de discos da Europa que acontece duas vezes por ano na cidade de Utrech, na Holanda.

Vale bem a pena a visita! E para repetir e repetir e repetir… Claro!

Nada sou, apenas caminho

 

VINYL E EU

Não sou adepta de definições, pois tal como diz Lord Henry Wotton na obra “O Retrato de Dorian Grey” de Oscar Wilde, “definir é limitar” e não poderia concordar mais. Passamos parte da nossa vida a definimo-nos quando isso é uma tarefa a tanto difícil de completar. Inconscientemente julgamos ter noção desse peso nos ombros que é saber quem somos, quando afinal, nos tropeçamos em coisas simples quando mais precisamos de nós mesmos.

E isto, para salientar que não irei seguir o convencional e aborrecido do “quem sou eu”. Acho patético, aliás. A nossa praia será mais do género ” quem afinal julgo eu ser”, mesmo que isso por vezes me deixe meio céptica.

Julgo eu ser uma amante fiel de “inúmeras” coisas. Não que coisas seja a palavra que mais aprecie para descrever o que sentimos com as coisas. Humm, parei agora para pensar. Mas existem momentos passados com certas coisas que estão sempre presente connosco, outras vão adquirindo o mesmo estatuto.

Para mim, uma delas são os discos de vinil. Esses dinossauros repletos de uma juventude primaveril que tanto lutaram na batalha do mundo da música…

Sim, colecciono. Sim, não os empresto. Sim, comecei a escutar os Beatles com 10 anos. Sim, foi o meu primeiro disco. E sim, já passei a dose de gosto ao meu filho.

Bem que podia perder tempo a divagar salientando o porquê da minha adoração e os meus gostos musicais, mas isso será bem notável ao longo do blog. Não é de todo prazeroso por agora, preencher a tua mente com as minhas preferências. Detesto ser chata!

A partilha é sem dúvida a alma do conhecimento e crescimento do nosso eu. Consagra o critíco de amante cego a visionário. Adoro que partilhem novos horizontes e já que hoje este blog caminha por areias musicais, fica ao vosso critério onde estender a toalha.

Sou toda ouvidos! 🙂

Obrigada,

Mafalda