De olhos fechados se constrói um Mundo

A minha pequena caravana foi uma das experiências que mais visualizei desde pequena. Da imaginação à realidade. Da realidade à creatividade e a um infinito leque de experiências que só um pequeno espaço no meio de um mundo pode proporcionar.

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Muitas serão as vezes que irei mencionar este meu cantinho onde em tantas noites de tempestade me senti como uma das ermitas mais felizes.

Pois neste mundo basta o homem dar de olhos fechados uma volta em torno para se perder e assim apreciar a vastidão e singularidade da Natureza.

Ou melhor, quando perdemos o mundo, é que começamos a descobrir-nos, percebendo onde estamos e o infinito alcance das nossas relações.

 

Nada sou, apenas caminho

 

VINYL E EU

Não sou adepta de definições, pois tal como diz Lord Henry Wotton na obra “O Retrato de Dorian Grey” de Oscar Wilde, “definir é limitar” e não poderia concordar mais. Passamos parte da nossa vida a definimo-nos quando isso é uma tarefa a tanto difícil de completar. Inconscientemente julgamos ter noção desse peso nos ombros que é saber quem somos, quando afinal, nos tropeçamos em coisas simples quando mais precisamos de nós mesmos.

E isto, para salientar que não irei seguir o convencional e aborrecido do “quem sou eu”. Acho patético, aliás. A nossa praia será mais do género ” quem afinal julgo eu ser”, mesmo que isso por vezes me deixe meio céptica.

Julgo eu ser uma amante fiel de “inúmeras” coisas. Não que coisas seja a palavra que mais aprecie para descrever o que sentimos com as coisas. Humm, parei agora para pensar. Mas existem momentos passados com certas coisas que estão sempre presente connosco, outras vão adquirindo o mesmo estatuto.

Para mim, uma delas são os discos de vinil. Esses dinossauros repletos de uma juventude primaveril que tanto lutaram na batalha do mundo da música…

Sim, colecciono. Sim, não os empresto. Sim, comecei a escutar os Beatles com 10 anos. Sim, foi o meu primeiro disco. E sim, já passei a dose de gosto ao meu filho.

Bem que podia perder tempo a divagar salientando o porquê da minha adoração e os meus gostos musicais, mas isso será bem notável ao longo do blog. Não é de todo prazeroso por agora, preencher a tua mente com as minhas preferências. Detesto ser chata!

A partilha é sem dúvida a alma do conhecimento e crescimento do nosso eu. Consagra o critíco de amante cego a visionário. Adoro que partilhem novos horizontes e já que hoje este blog caminha por areias musicais, fica ao vosso critério onde estender a toalha.

Sou toda ouvidos! 🙂

Obrigada,

Mafalda

 

 

 

 

 

 

 

Quinta da Regaleira Sintra – Portugal

Muito de conta acerca de Sintra, mas pouco se sente Sintra.

Sem dúvida um dos meus lugares… onde tudo sinto, tudo expresso e nada me pergunto. O outono é das minhas estações preferidas para apreciar a sua beleza única.

Quinta da Regaleira num belo lúgubre dia de nevoeiro…

Amesterdão

Muitas foram as vezes que me perdi nesta cidade. Neste recanto de belo encanto pela Europa perdido. Das vezes que por lá vagueei, trouxe comigo conhecimento que para sempre guardo comigo. 

Foto tirada numa altura em que se faziam obras pelas linhas do eléctrico no centro da cidade até à Centraal Station.